Há muito prefeito sonhando que apareça algumas
moedas “no cofre” para se livrar de salários atrasados e pagar algumas contas.
Em Catolé do Rocha, no Sertão, dinheiro não é problema.
O prefeito reeleito da cidade, Leomar Maia
(PTB), tem recurso para pagar os vencimentos atrasados de
centenas de servidores, mas para quitar as dívidas, precisa de uma
autorização.
A Câmara tem que dar um aval num pedido de
suplementação orçamentária. A suplementação é de cerca de R$ 14 milhões.
A questão é que, desde a semana passada, parlamentares
de oposição e aqueles que perderam a disputa nas urnas, segundo os moradores e
governistas, estão manobrando e impedindo a votação da mensagem enviada
pelo gestor.
A alegação deles é que Leomar Maia não deixou claro como o
dinheiro será utilizado. Catolé do Rocha tem 11 vereadores, nove são da
oposição.
Entre eles, o presidente da Casa, Themystocles Barreto
(PR). De acordo com Barreto, para pagar os atrasados, o prefeito só
precisa de R$ 5 milhões e, por isso, o gestor precisa dar mais detalhes sobre a
aplicação do restante do dinheiro.
Outro vereador da oposição é Ari da Sacuta, do PHS .
Ele afirma, sem titubear, que se depender dele será “suplementação
zero”.
Sessão
Ontem (07), dezenas de moradores e servidores com salários
atrasados ocuparam a Câmara e protestaram do lado de fora do prédio. Estava
marcada uma sessão extraordinária para votar o projeto, mas depois de muita
confusão e tumulto, a sessão foi adiada. Semana passada, num primeiro
encontro para votar a matéria, um parlamentar pediu vistas.
Dívidas
A prefeitura alega que além de pagar os salários atrasados,
a suplementação é para quitar dívidas com fornecedores de merenda escolar,
transporte e com médicos especialistas, que não estão indo trabalhar.
Aliás, alguns médicos que não tinham garantia de receber já pediram para sair.
No hospital da cidade, por exemplo, não tem urologista, mesmo o município
engajado na campanha novembro azul.
Jornaldaparaiba
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