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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Entrevista da semana


Empresário no ramo de comunicação, político por vocação, duas vezes prefeito de Patos e eleito deputado estadual, no seu primeiro mandado já 1º secretário da mesa diretora da Assembleia Legislativa da Paraíba. Nabor Wanderley da Nóbrega Filho, 50, e uma vida de militância filiado ao PMDB, são 32 anos na mesma legenda. O ex-prefeito concedeu entrevista exclusiva ao blog Sertão Político, falou sobre sua carreira como homem público, os seus dois mandatos como prefeito de Patos, seu novo desafio como deputado e os projetos para o futuro.  Os nossos internautas poderão conhecer um pouco mais do político, do homem, pai de família e do cidadão Nabor Wanderley.

Confira:

1 – Quem é Nabor Wanderley por Nabor?


É sempre difícil a gente falar de nós mesmos. Mas Nabor Wanderley é essa pessoa simples, humilde que procura sempre tá perto do povo, daqueles que mais precisam. Que tem uma responsabilidade muito grande naquilo que faz e que desde cedo teve responsabilidade em começar trabalhar, pois perdi meu pai logo cedo e tive que ajudar minha mãe. Eu procuro realmente fazer tudo na vida, da melhor maneira possível, tenho procurado me dedicar não só a questões públicas, mas em questões pessoais de amizade e respeito com as pessoas. Sempre da melhor maneira possível, sempre do mesmo jeito nunca deixando que um cargo alguma missão que a gente assuma seja maior do que nós. Procurando sempre fazer da minha vida um espelho para meus filhos, para as pessoas que me seguem, que nos acompanham e que são admiradores do nosso trabalho.

2 - Diretor de rádio, empresário no ramo de publicidade, prefeito por duas vezes e agora Deputado Estadual, qual análise o Sr. faz de sua trajetória política até hoje?

Minha vocação política vem de dentro de casa, meu pai foi prefeito de Patos, minha família toda milita politicamente aqui na região, partindo de São José de Espinharas, de onde praticamente partiu nossa família. Sempre gostei de política, sempre cumpri meus mandatos com responsabilidade e respeito a todos. Também tive outra grande fonte de inspiração na política que foi o deputado Edvaldo Motta. Político popular, misturado ao povo, dedicado ao seu ofício e também me espelho na história política da prefeita Francisca Motta, pela sua forma de trabalhar e fazer política. A partir dai comecei a fazer os meus trabalhos. Na vida pública perdemos eleições para prefeito, depois vencemos, duas disputas consecutivas, elegemos a nossa sucessora e me elegi deputado estadual. Tudo com muita responsabilidade e compromisso com o trabalho, pois na hora que a população elege e dá um voto de confiança você tem que corresponder e eu tento corresponder com trabalho, talvez por isso que estou militando na política. Pela confiança das pessoas. Sou grato a população de Patos e região por ter me concedido tudo isso que alcancei dentro da política. Eu afirmo que tudo que eu fizer por esse povo ainda é pouco, pelo tamanho da confiança que eles tem na minha pessoa.

3 – Como foi seu primeiro ano de mandato na ALPB e a responsabilidade de ser tesoureiro da assembleia?

Eu assumi a primeira secretaria da Assembleia, dividindo a responsabilidade com o presidente da casa Adriano Galdinho que tem uma grande responsabilidade para com os trabalhos daquele poder, dando condições para os deputados trabalharem da melhor maneira passível. Ser primeiro secretário da mesa da Assembleia logo no primeiro mandato, foi uma alegria muito grande, do tamanho da responsabilidade de procurar fazer com que os trabalhos sejam realizados da melhor maneira possível. E nesse no meu primeiro ano de mandato, procurei ouvir as pessoas, ouvir a população da Paraíba. Apresentei diversos projetos de lei, num total de 23. Destes seis já foram aprovados na casa por unanimidade e sancionados pelo governador; os demais estão em tramitação, mas são projetos que trazem benefícios ao povo paraibano. São de interesse de melhoria de vida da população. Além disso discutimos temas importantes para melhoria de vida para os paraibanos, cobrando do governo essas boas ações, votando projetos de lei que são de interesse da população paraibana. Mesmo sendo da base do governo temos obrigação de analisar tudo aquilo que vem para melhorar a condição de vida do povo da Paraíba. Dessa forma o governo poderá voltar seus trabalhos para aqueles que mais precisam. Eu tenho procurado agir dessa forma, de um parlamentar que quer o bem do estado e do seu povo.

4 – Qual avaliação o Sr. faz do momento atual da política nacional, com o seu partido PMDB sendo protagonista de tantos debates, conflitos e dirigindo câmara e senado?

Para o nosso partido o PMDB é muito importante dirigir a câmara e o senado federal, nós temos um papel importante nesse momento de tribulação para dar garantia de governabilidade a presidente Dilma Rousseff. Porém a atual situação política que atravessa o país me preocupa, vemos muitas denuncias, escândalos, crise política que tem mergulhado o país nunca crise econômica, pois tudo parte de uma crise política. Pois se fossem tomadas as medidas de ajustes que são necessárias, talvez não estivéssemos numa crise tão grande. Espero que este ano a classe política se entenda, o governo retome as obras as ações que visam gerar emprego e renda e o brasileiro, nosso país que vinha num ritmo tão grande de crescimento, possa voltar ao mesmo ritmo. Para isso é preciso que tenham o interesse maior da classe política a nível nacional, que eles pensem não apenas na política momentânea, mas que pense realmente nas pessoas, para dar suporte apoio aos vinham melhorando de vinda e de repente perderam o emprego sua renda e volta a ter dificuldade pra se viver. É momento de cautela e responsabilidade para com a gestão, para que o governo possa trabalhar implementando as obras, ações e o país retomar o caminho do crescimento.

5 – Depois de dois mandatos como prefeito e agora um de deputado, existe a possibilidade do Sr. voltar a disputar a prefeitura municipal de Patos?

Para nós que vivemos no meio político nunca podemos descartar as possibilidades, confesso que no momento não estou pensando nisso, pensamento nesse momento é de trabalhar, cumprir o mandato de deputado, dar o suporte necessário para que a prefeita Francisca possa fazer o seu trabalho como ela vem fazendo e bem e tem todas as possibilidades de disputar a reeleição e continuar seu trabalho sério, de responsabilidade e competência com a cidade. Problemas sabemos que existem, mas não só Patos, outros municípios, o estado, o país como um todo. A prefeita assumiu o município em um momento de muita dificuldade, mas com muito zelo, cuidado, responsabilidade e acima de tudo o amor que ela tem por esta cidade, está conseguindo controlar as finanças públicas e cumprir com os sues compromissos no momento em que estados e municípios brasileiros estão atrasando salários, sem ter condições de cumprir com suas responsabilidades e ela está mantendo tudo isso em dia. Então nesse momento que nós queremos é fortalecer o partido, a aliança com os partidos que fazem parte da base e darmos o suporte e apoio necessário para que ela possa disputar a reeleição e continuar o trabalho que ela vem fazendo da cidade.

6 – Qual avaliação o Sr. faz da gestão da sua sucessora a prefeita Francisca Motta, o Sr. tem participação na gestão, dá dicas, ela o escuta ?

Eu não sou muito de interferir. Fui prefeito por dois mandatos e acho que o gestor tem que te o poder de tomar as decisões. Sempre que sou procurado pra dar alguma opinião eu assim faço, mas a prefeita tem a responsabilidade de administrar a cidade, tem a experiência de uma vida dedicada ao povo e tem condições realmente de tomar as decisões necessárias sem interferência de qualquer pessoa. Tem procurado tocar obras importantes da cidade, tem controladas as finanças públicas apesar de todas as dificuldades em que passam as prefeituras, os estados e o país. Mas é preciso avançar mais em algumas áreas, como a saúde. Mesmo com o pouco repassa do governo federal o município precisa encontrar uma maneira de investir mais em saúde. A parte de infraestrutura, o governo federal depois da crise se fechou pra investimentos, atrasa seus repasses além de outros empecilhos. A prefeita tem uma grande vontade de trabalhar, é notável isso, sentimos isso. Agora eu percebo que alguns setores não estão acompanhando seu ritmo, ela precisa chamar o feito a ordem na sua administração. Ela precisa retomar o crescimento, colocar algumas pessoas para trabalhar, sem querer citar nomes existem pessoas dentro da sua gestão que não querem trabalhar que não veste a camisa do jeito que a prefeita está vestindo. Na hora que um auxiliar não tá cumprindo e atendendo a demanda da gestão. É hora de chamar o seu secretariado a responsabilidade e entro dessa estrutura aqueles que não querem cumprir o que for designado, fazer uma reforma administrativa e mudar pra tentar faze com que se dê um gás novo em alguns setores, e que os novatos possam fazer um trabalho com eficiência e acompanha-la no desejo na vontade e no sonho que ele tem de cumprir um mandato a altura da confiança que o povo de Patos lhe depositou.

7 – Como está sendo a aliança com o governador Ricardo Coutinho, há algum acordo para as eleições deste ano em Patos?

O apoio ao governador foi com base a uma discussão interna no partido que viu que nesse momento seria o melhor para a Paraíba, já que o nosso candidato Vital do Rêgo não foi para o segundo turno e a continuidade administrativa era com Ricardo Coutinho, que vinha trabalhando pelo estado. O apoio do PMDB foi importante e decisivo para que Ricardo tivesse a confiança do povo paraibano para ser reeleito governador da Paraíba. Nós estamos dando suporte não só na Assembleia legislativa como também fazendo parte do governo e creio que ele está no caminho certo, apesar da crise, o governador tem se preocupado em trabalhar e levar o desenvolvimento para todo estado da Paraíba. Em relação a eleições desse ano ainda não tivemos discussões, acertadamente o congresso diminuiu o tempo de 90 para 45 dias. Então essa é hora de trabalhar, esse período foi diminuído para se trabalhar mais. Nesse período nós vamos abrindo as discussões com o governador, tem que ser de partido pra partido, para ver onde podemos fazer alianças. Onde o PMDB vai ter candidatos onde o PSB vai ter, onde teremos coligações, enfim em uma discussão que só será aberta no fim de março ou início de abril. Mas espero que a gente possa manter essa base aliada de apoio ao governo dentro do processo eleitoral em Patos e em todos os municípios da Paraíba.

8 – As demandas de um deputado comparado as de prefeito, como explicar as diferenças de cada cargo?

Existe uma diferença, porque quando você é deputado você não tem o poder de decidir, apenas fazer cobranças, apresentar projetos de lei, requerimentos, faz os pronunciamentos, você é um porta voz da população, intermediando o povo ao governo. No executivo você executa, resolve. É uma diferença muito grande, quem faz esse percurso do executivo para o legislativo sente essa diferença, porque é totalmente diferente. Apesar de está na Assembleia há um ano, estamos ainda em no processo de adaptação, mas nem por isso deixamos de está cobrando mais investimentos na saúde, perfuração de poços, de ações de combate a seca, de projetos de lei que visa a melhoria de vida por exemplo das mães que são vítimas de violência, projetos preocupados com setor de telefonia para diminuir custos para população, projetos voltados a melhorar a vida de portadores de necessidades especiais. Meu mandato eu tento exercer focando principalmente para as demandas que afloram mais da população; entra a cobrança. Não existe o poder da decisão, mas cobro a aprovação dos projetos e requerimentos junto ao governo, secretarias para que as ações cheguem aos municípios para o povo paraibano.

9 – As cobranças por parte da população, como prefeito e como deputado, como o Sr. está assimilando e o que pode falar das duas experiências?

Os problemas são muito parecidos, a situação de Patos não é diferente do que ocorre em Malta, São José de Espinharas, Mãe d’Água ou São José do Bonfim, proporcionalmente os problemas são os mesmos. Uma cidade do tamanho de Patos, demanda uma quantidade maior de problemas. Devido a eu ter uma experiência, uma vivencia em relação a isso, isso auxilia no nosso mandato no encaminhamento dos projetos e dos requerimentos para solução desses problemas. Não tenha duvida que facilita o nosso trabalho pela experiência que tive como prefeito em relação aos projetos, facilita o nosso trabalho em termos de Assembleia Legislativa. Da mesma forma temos que ter o discernimento que muitas vezes de que um pedido nosso não pode ser atendido, pela questão financeira, falta de orçamento, sabemos da crise que o governo passa assim com o país. Então temos que entender que nossas demandas não podem ser atendidas, não por falta de vontade do governador, mas muitas vezes por questões financeiras que o estado não pode atender. No mais a problemática que existe dia a dia na Paraíba em praticamente em todos os municípios elas são muito parecidas e isso facilita o nosso trabalho.

10 – Que mensagem o deputado deixa para o os nossos internautas em ano de eleição e com a classe política tão desgastada?

Apesar de estar em um momento de dificuldade, eu acredito que a classe política precisa dar uma resposta a população em termos de credibilidade e de ações. Isso a gente tem procurado fazer no nosso município e no mandato que exerço de deputado, estamos em um ano eleitoral, a população precisa ter muito cuidado, porque está nas mãos do eleitor o futuro de todos nós patoenses, paraibanos, brasileiros. Muitas vezes é muito fácil o discurso de quem é oposição, que prega mudança, mas que na verdade não muda nada praticamente. A população precisa ter a responsabilidade e o pé no chão de saber escolher o que é melhor pra ela, escolher aquele que ela confia que sabe que vai trabalhar, corresponder a sua confiança. É muito fácil chegar e criticar, já fui oposição e já fui governo, procurei sempre corresponder as demandas. Quando oposição apresentava propostas, quando situação exercendo os mantados de prefeito cumprindo nossos compromissos. Por isso digo que o eleitor tem que está atento, para com aqueles que serão candidatos, a responsabilidade daqueles candidatos, as propostas se realmente ele colocaria em prática o que joga para a população por exemplo se chegasse a um cargo de prefeito? Então renovo meus votos de compromisso com a população de trabalho, confiança com o povo de gratidão pelas oportunidades que sempre me deram. Acredito que a única forma de corresponder a tudo isso é continuar trabalhando para transformar o nosso estado, a nossa cidade e dar cada vez mais melhores condições de vida ao nosso povo.











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