O programa Polêmica, da Rádio Espinharas
AM e FM, entrevistou no início da noite desta quarta-feira, o prefeito eleito
de Patos, Dinaldinho Wanderley (PSDB). Durante uma hora, o prefeito respondeu a
questionamentos do apresentador do programa Josivan Antero e de ouvintes que se
revezaram nas perguntas por telefone e ou redes sociais. Demonstrando bastante
tranquilidade, o prefeito elenco algumas prioridades da sua gestão e explicou
as decisões que vem sendo adotadas por ele, no sentido de começar a organizar a
sua gestão que vai ser iniciada a partir do dia 01 de janeiro de 2017.
“Estamos tomando conhecimento
de tudo que esava sendo realizado e ainda vamos nos aprofundar mais. Vamos fazer
auditorias, editar contas, auditar onde não se tem auditoria. Autarquias e no próprio
governo, pois o dinheiro público não é do prefeito e sim da população. A prefeitura
não é uma pessoa física e sim um CNPJ e agora outra pessoa está à frente dessa empresa,
e vai trabalhar de uma forma diferente do que vinha sendo feita. Não podemos ficar olhando pra trás. Aqueles que
erraram tem que pagar pelos erros, os que não erraram e tem algo a receber
serão pagos. Honraremos os compromissos que foram feitos em nome da instituição”,
disse Dinaldinho .
Super
salários
É preciso coibir tudo isso, acabar
com essa prática. Precisamos ter discernimento com as partes legais,
gratificações que são legais, pelas suas funções como: professores, agente de
endemias dentre outros que foram conquistadas através do trabalho, tempo de
serviço etc. essas permaneceram. As gratificações exacerbadas, cargos
eleitorais, serão todos auditados. Porém os que estiverem dentro da lei, serão
mantidos. Temos a intenção de diminuir gastos, não podemos coadunar com a perca
de recursos quando a prefeitura precisa economizar. Não posso permitir salários
de manjarás, enquanto a nossa cidade falta remédio nas UBS’s, temos surtos de
carrapatos e galerias estouradas, que não são consertadas; então é preciso
equalizar as contas e suprir esses setores.
Infraestrutura
O problema que enfrentamos é gritante
e vamos começar do zero. Não temos sede das Secretarias de Saúde, nem de Educação,
o prédio da prefeitura está em estado
gritante. Salas ¾ com oito pessoas trabalhando. Falta de cuidado com os
funcionários. Falta de repasse dos empréstimos. Não temos infraestrutura de
nada. Estamos próximos de perder o teatro, pela falta de cuidado com a obra. Vivemos
um desgoverno total na prefeitura municipal de Patos. O problema é mais grave
do que imaginávamos, eu não sei como essa prefeitura era tocada pra frente. Teremos
que enfrentar em um primeiro momento uma situação de guerra, para colocar a
casa em ordem e voltar a ajudar a população. Peço de início paciência para
tentar colocar a casa em ordem. Estou deixando inclusive de fazer denúncias,
que como oposição poderiam ser realizadas, mas digo aqui que desarmamos todos
os palanques, a partir de agora sou prefeito de todos, não podemos mais viver
nesse marasmo de atraso.
Previdência
e folha de pagamento
Precisamos enxugar a máquina o
máximo possível, fazer o certo daqui para frente, e corrigir o que era feito
errado. No primeiro momento não será pago todo o debito do Patosprev, porém
vamos renegociar, o que tiver que ser pago será pago, o que puder ser ressarcido
vai ser. Mas temos que tratar dessa forma. Para que as pessoas possam ver que
vale a pena trabalhar contribuir até se aposentar.
Dinaldinho também respondeu
ouvintes que fizeram pergunta sobre diversos assuntos, ao vivo por telefone.
Secretários
- Todos
os cargos de confiança são escolhidos pela confiança do prefeito e também pela
parte técnica. Ainda não fechamos o organograma da educação e outras áreas, mas
estamos trabalhando para compor a nossa equipe.
Transportes
Públicos -Temos que deixar o povo trabalhar, os taxistas, mototaxistas,
as empresas de transportes urbanos, vão trabalhar todos precisam ganhar seu
pão. Quero que a cidade tenha mobilidade urbana, que o povo saia pra trabalhar
e faça cada vez mais essa cidade crescer.
Terrenos
invadidos - Vamos dialogar com essas pessoas que não tem
onde morar, quem invade está em uma situação de desespero, vamos conversar, dialogar.
Vamos tentar enquadrar essas pessoas em programas sociais. Agora se alguém está
invadindo terrenos por questões de ganhos próprios sem precisão, vamos coibir.
Horários
de expedientes - Precisamos ter um controle dos horários dos funcionários,
queremos produção, não vamos cobrar ou explorar os funcionários, não queremos
por exemplo hora extra, porém no horário de expediente, vamos cobrar a produção
que o funcionário pode dar.
Médicos
- Os
médicos serão também cobrados, porém daremos condições para que possam
trabalhar. Da forma que hoje está não há como trabalhar, conheço bem minha
classe, sei que pode ser pago o justo, mas também vou cobrar de cada um dentro
do horário de trabalho a produção, o serviço de atender nossa cidade.
Teatro
Municipal - Adequação ao térreo do teatro para fazer as sedes deas
secretarias que necessitam de um espaço físico, não sei se posso mexer no prédio,
eu sempre disse que da forma que estava sendo construído o teatro municipal era
errado, pois a partir da falta de estacionamento até sair na própria estrutura.
Hoje temos no centro da cidade, uma obra que está está abandonada.
O prefeito finalizou sua entrevista
afirmando que o trabalho será intenso e que nunca havia trabalhado tanto na sua
vida, porém deixou um recado otimista para todos os patoenses. “Vamos continuar
trabalhando, dias melhores estão por vir”, concluiu.
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