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| Ex-deputado Gilvan Freire |
SÓ DEUS SABE SE VAI DAR CERTO OU ERRADO
Guindado ao Senado pelas necessidades fisiológicas e financeiras do senador Vital do Rego Filho, que lhe transferiu quatro anos do mandato que o povo da Paraíba lhe outorgou nas eleições de 2010, o senador Raimundo Lira aflige-se com o fim do Poder.
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| Senador Raimundo Lira (PMDB) |
No exercício do mandato, graças à generosidade e desprendimento
do senador Vital, que lhe entregou o que vendeu por duas vezes – primeiramente
a suplência e depois a metade do cargo eletivo de oito anos – Lira luta agora
para não sair da cadeira.
Mas o dilema de Lira é ter de ir buscar na fonte, diretamente, o
remédio democrático que legitima mandatos: o voto popular, elixir que tonifica
a vaidade e a cobiça dos ricos mas usualmente socorre mais aos políticos
pobres.
Sem maiores chances de receber o apoio da aliança Cartaxo-Cassio-Zé
Maranhão, por onde gravitam nomes eleitoralmente fortes como Lucélio, Rômulo,
Aguinaldinho, Deca e outros, só resta a Lira as muletas de Ricardo Coutinho.
Serão, em 2018, duas vagas para o Senado, reservadas, aparentemente,
a Ricardo Coutinho e Cássio, estando à venda apenas as suplências para quem tiver dinheiro, o
que Lira não quer mais.
À falta de opção, Lira vai colando em Ricardo Coutinho, cujas pernas já estão
ficando bambas por desgastes naturais de uso e sem ter mais outras muletas que
já usou antes, tendo de pagar pelos graves problemas da gestão e pelo clima político
adverso. Esse jogo de sobrevivência em areia movediça pode até dar certo, mas a
maior possibilidade e de dar errado. Alguém terá de afundar.
Gilvan Freire
Gilvan Freire



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