A
assessoria jurídica da prefeita afastada de Patos, Francisca Motta (PMDB),
emitiu uma nota nesta sexta-feira (21) em que questiona a decisão do prefeito
eleito da cidade, Dinaldinho Wanderley (PSDB), de tentar cancelar o pagamento
pela Caixa Econômica Federal do contrato da venda da folha de pagamentos dos
servidores.
Segundo o jurídico, todo o processo de concorrência
pública ocorreu dentro da legalidade e esclarece que bancos privados não se
interessaram para gerir a folha de pessoal. Apenas a Caixa Econômica, segundo a
nota, se habilitou.
Confira a nota na íntegra:
A Assessoria Jurídica da gestão municipal de
Francisca Gomes Araújo Motta vem por meio desta nota esclarecer à população
patoense sobre os procedimentos adotados para início do contrato da Caixa
Econômica com a Prefeitura Municipal de Patos para a operação da folha de
pagamento dos servidores.
O fato de o prefeito eleito Dinaldo Filho ter
ingressado com ação cautelar visando o cancelamento do pagamento pela Caixa
Econômica Federal do contrato da venda da folha de pagamentos dos servidores é,
no mínimo, estranho.
Houve, sim, uma concorrência pública, a 002/2016,
dada ampla divulgação em todos os meios de comunicação, sendo publicada no
Diário Oficial do Município, Diário Oficial do Estado, Diário Oficial da União,
Jornal a União e no site da instituição www.patos.pb.gov.br, inclusive com
conhecimento do então candidato a prefeito do município, na qual se ofertou a
venda da folha pelo valor de R$ 4 milhões de reais. O objetivo da concorrência
pública não foi atingido, pois não houve interesse por parte dos bancos
privados. Essa informação desmente as alegações de Dinaldo Filho.
Posteriormente, foi aberto o Chamamento Público
001/2016, dentro da concorrência pública. O município abriu a oportunidade para
que os Bancos Públicos, tendo interesse na aquisição da folha, ofertassem
propostas, já que os Bancos Públicos não participam de licitações, portanto,
não participaram da Concorrência Pública 002/2016. O Banco do Brasil não fez
oferta e a Caixa Econômica apresentou proposta de aquisição no valor de R$
3.500.000,00 (três milhões e quinhentos mil reais).
A Caixa Econômica está adquirindo a folha sem
repassar nenhum custo para os servidores, a política de tarifas continua a
mesma que vem sendo implementada pelo banco, não havendo prejuízos aos
servidores.
A Assessoria Jurídica afirma ainda que a decisão de
venda da gestão da folha de pagamentos se deu como medida para atenuar a grave
crise financeira enfrentada por todo o país e pela firme convicção da prefeita
em não repassar aos contribuintes os prejuízos da crise. A gestão se balizou
nesse procedimento para garantir um acréscimo na arrecadação do município, sem
ter que instituir uma política de aumento de impostos.
Ao agir assim, questionando e desinformando a
população por meio dessa ação, o futuro prefeito prejudica a gestão do atual
prefeito, Lenildo Morais, por meio de um ato com a clara intenção de garantir
receita para sua futura gestão, atendendo aos seus interesses pessoais em
detrimento do interesse coletivo da cidade de Patos e dos servidores e da
administração municipal, uma vez que esses recursos são destinados ao orçamento
do corrente ano.
Outro detalhe é que, ainda candidato, o senhor
Dinaldo Filho não questionou esse pagamento, fazendo-o somente após ter sido
eleito e algumas ranhuras na relação com Lenildo Morais tornaram-se públicas.
Isso demonstra ser uma ação de perseguição política, e esse fato nos causa
estranheza.
Blog do Gordinho
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