O advogado e secretário de Controle Interno da Prefeitura
de Patos, Joanilson Guedes falou sobre a divulgação do primeiro lote de
sentenças apresentadas pelo Juiz Aluízio Bezerra Filho, coordenador da Meta 4
do Conselho Nacional de Justiça no Estado, que citou o nome da gestora de Patos
Francisca Motta, na manhã desta sexta-feira, 18 de março.
De acordo com o secretário de Controle Interno, não há
condenação, uma vez que a sentença aconteceu em primeira instância. “É uma
decisão de uma comissão de juízes de primeira instância, que colaboram com a
meta quatro do Conselho Nacional de Justiça, meta essa, que pede celeridade em
processos de improbidade contra gestores, ou seja, são processos que ainda irão
ter julgamento no Tribunal de Justiça da Paraíba”, explicou o advogado e secretário
de Controle Interno.
Segundo Joanilson Guedes, o Município contratou por
inexigibilidade um escritório de contabilidade que vem prestando serviços à
edilidade, seguindo rigorosamente orientações documentadas, através de consultas,
ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba e ao Tribunal de Justiça.
“Todos os gestores da Paraíba realizam o contrato de
serviços de contabilidade por inexigibilidade. Há uma orientação do Tribunal de
Contas do Estado, órgão que regulamenta os entendimentos dos gestores
Municipais da Paraíba, em que o mesmo recomenda esse tipo de contratação por
inexigibilidade. Temos um relatório formal do Tribunal de Contas nos orientando
isso; além disso, o Tribunal de Justiça da Paraíba já se manifestou várias vezes
pela legalidade de tais contratações”, afirmou.
Joanilson Guedes lembrou que, quando houve o ingresso de
uma ação por parte do Juízo da 5ª Vara de Patos, suspendendo liminarmente a
execução desse mesmo contrato, o próprio Tribunal de Justiça da Paraíba não só
reconheceu a legalidade do contrato, como determinou o retorno de sua execução
por parte do Município.
“Ou seja, nós temos um entendimento do Tribunal de Contas
que orienta a Prefeita para que faça contratos com contador por meio de
inexigibilidade, além do retorno da execução desse mesmo contrato, por
orientação do Tribunal de Justiça da Paraíba, suspendendo, inclusive, uma
liminar”, acrescentou.
Probidade
Administrativa e Direitos Políticos
O advogado e secretário de Controle Interno Joanilson
Guedes, afirmou que não há perda de direitos políticos por parte da gestora de
Patos, uma vez que isso só acontece quando a sentença acontece em grau de Órgão
Colegiado pelo Tribunal de Justiça, o que não é o caso, por tratar-se, nesse
momento, de uma sentença em primeira instância.
“Deixemos claro que o entendimento hoje é de que perda de
direito político por ação de improbidade só acontece depois que a sentença é
confirmada com condenação em um órgão colegiado de segunda instância. Essa
sentença de primeira instância não tem nenhum efeito quanto às condições de
elegibilidade da Prefeita Francisca Motta”, concluiu o advogado e secretário de
Controle Interno Joanilson Guedes.
Fonte:
Coordecom PMP

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